domingo, 21 de dezembro de 2008

Vacina testada em Espanha

Vai ser testada em Espanha, a partir de Janeiro, uma vacina contra o VIH. Trinta voluntários participam no ensaio clínico. "Na eventualidade de ser bem sucedida, não impede a infecção pelo VIH, mas pode ajudar ainda mais a tornar uma doença crónica", disse o 'El Mundo' Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cinco anos para vacina terapêutica

Luc Montagnier, o cientista francês que na próxima quarta-feira recebe o Prémio Nobel da Medicina, juntamente com Françoise Barré-Sinoussi, pela descoberta em 1983 do VIH, o vírus na origem da sida, prevê que dentro de "quatro a cinco anos" poderá estar disponível uma vacina terapêutica para HIV/Sida.
O cientista francês foi questionado sobre se a sua estimativa de cinco anos não será muito optimista, uma vez que todas as promessas de vacina para o HIV têm resultado em desilusão. Montagnier respondeu que uma vacina terapêutica "será mais fácil" do que uma vacina preventiva. E sublinhou: "Já temos dez anos de trabalho" nessa área. Uma vacina terapêutica permitirá aos seropositivos controlar a doença sem necessidade de medicamentos.

sábado, 22 de novembro de 2008

8 Maio 2008
*CD4 - 280
**Carga Viral - 12000

3 Novembro 2008
*CD4 - 598
**Carga Viral - indetectável

* - As células CD4 ou células T-auxiliares são leucócitos que organizam a resposta do sistema imunológico a alguns microorganismos, incluindo infecções por fungos, bactérias e vírus.
** - Carga viral é o termo utilizado para descrever a quantidade de HIV no sangue.
Quanto mais HIV haja no sangue, mais rápido provavelmente será o desaparecimento das células CD4, e maior o risco de desenvolver sintomas ou novas doenças nos próximos anos.
- O que é carga viral indetectável?
Todos os exames de carga viral possuem um ponto limite abaixo do qual não se pode detectar o HIV com certeza. Esse ponto é chamado de limite de detecção.

Dez mil portugueses são portadores de HIV sem saber

32.491 portugueses infectados com VIH no início de 2008.
Dez mil são portadores de HIV sem saber.
Cerca de 10 500 dos 32 491 portugueses que, no início de 2008, estavam infectados com o vírus da imunodeficiência adquirida (VIH) desconheciam a sua situação, por não efectuarem exames para o rastreio da doença.
A revelação foi feita por Kamal Mansinho, director do Serviço de Infecciologia e Medicina Tropical do Hospital Egas Moniz, no Congresso Nacional de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica, Sida e Parasitologia, que decorreu em Vilamoura.
O medo e o estigma são apontados como responsáveis pela situação, que também abrange a restante Comunidade Europeia. Estima-se que 30% dos infectados por VIH na Europa desconhecem o seu diagnóstico.
"O teste de rastreio é elemento-chave para o diagnóstico precoce da infecção", afirma Kamal.

domingo, 7 de setembro de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Se tens muito amor para dar

"Se tens muito amor para dar, protege-te a ti e aos outros.
Usa preservativo."

Santa ignorância

“Por cima da minha habitação mora um casal que tem sida. Acontece que os tubos na casa dele rebentaram e provocaram uma inundação da minha casa. Estou muito preocupada que as águas dos banhos e da sanita ,que caíram na minha casa, possam ter a sida, tanto mais que para limpar a água do chão eu andei descalça e tenho uns pequenos cortes nos pés que por vezes sangram. O meu namorado também andou descalço e no dia anterior esteve a cortar as unhas dos pés e a unha grande sangrou. Já não consigo dormir só a pensar nisto. Alguém pode ajudar-me? “

Diferenças entre VIH e SIDA

Segundo as investigações feitas nesta área, o VIH pode ter evoluído a partir do Vírus de Imunodeficiência dos Símios encontrado nos chimpanzés da África ocidental, e ter passado aos humanos dessa região e daí para o resto do mundo. Esta é a teoria actualmente aceite para a origem do VIH.
Existem dois tipos de vírus da imunodeficiência humana, o VIH-1 e o VIH-2, e tanto um como outro só se reproduzem nos humanos. O VIH-1 é o vírus de imunodeficiência humana mais predominante, enquanto o VIH-2 se transmite com menos facilidade e o período entre a infecção e a doença é mais prolongado.
O vírus tem que entrar no sistema sanguíneo para poder multiplicar-se. Ele infecta e multiplica-se dentro dos linfócitos T4, também conhecidos como células CD4, que fazem parte do sistema imunológico. Ao penetrar na célula, o VIH transforma o seu código genético permitindo replicar-se e destruir as células de defesa CD4.
As células CD4 são um elemento fundamental do sistema imunológico, porque são estas que informam outras células sobre a necessidade de combater vírus. O VIH destrói as células CD4 e quando a sua contagem baixa, a resposta do organismo torna-se deficiente. O vírus cria, diariamente, dez milhões de novos vírus, destruindo outro tanto de células CD4.
Todos os dias o organismo produz quase a mesma quantidade de células CD4 para repor a diferença, mas, a partir de certa altura, não consegue aguentar este ritmo.
Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas de doença decorre um período de tempo, designado como fase assintomática da infecção pelo VIH, (que pode durar em média 8 a 10 anos) em que a pessoa infectada não tem qualquer sintoma e se sente bem. Nesta fase a infecção pode ser detectada apenas se se efectuarem as análises específicas para o VIH. Esta é a fase da doença em que se diz que o indivíduo é seropositivo. Seropositivo é alguém que tem um resultado positivo numa analise de serologia.
Na evolução da infecção pelo VIH verifica-se uma destruição progressiva do sistema de defesa do organismo humano (o sistema imunológico) com estabelecimento de um estado de imunodepressão que permite o aparecimento de infecções oportunistas e determinados tipos de tumores. Quando uma pessoa infectada pelo VIH tem uma destas infecções oportunistas ou tumores passa a dizer-se que já tem SIDA.
Ter um teste positivo para o VIH significa que se tem a infecção por este vírus. Uma pessoa com o teste positivo não significa que tem SIDA. Quando uma pessoa com o teste positivo já teve ou tem determinadas manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores –já teve ou tem determinadas manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores – então, já tem SIDA.
SIDA significa Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida. É um conjunto de sinais e sintomas bem definidos que surgem em indivíduos com a infecção pelo VIH.
Sem tratamento específico para o VIH (com os medicamentos anti-retrovíricos) todos os infectados com o vírus virão a ter SIDA mais cedo ou mais tarde. Desde o momento em que a pessoa adquire a infecção até entrar no estadio de SIDA decorre um período de tempo que é, em média, de 8 a 10 anos. Com o tratamento actualmente disponível, é possível modificar a história natural desta infecção, aumentando a duração do período assintomático da doença e prevenindo o aparecimento das infecções e tumores que definem a fase de SIDA. Para que isto seja possível, é fundamental que todo o indivíduo seropositivo tenha um acompanhamento médico periódico adequado. É importantissimo que o diagnostico positivo seja detectado o mais cedo possivel.
Após o aparecimento de uma infecção oportunista, ou seja, após se entrar na fase de SIDA, o tempo médio de sobrevida é de cerca de um ano e meio, na ausência de tratamento anti-retrovírico. No entanto, com os medicamentos actualmente disponíveis para o tratamento desta infecção a sobrevida dos doentes pode ser muito mais longa desde que se cumpra rigorosamente o tratamento e as restantes indicações médicas. Actualmente existem algumas pessoas que vivem com esta infecção há mais de 20 anos.

Sexo dos Anjos

A Campanha de comunicação da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida "Sexo dos Anjos" que visa promover a detecção precoce da infecção foi já alvo de uma opinião na imprensa caracterizando positivamente a mensagem de "extremamente agressiva e que nos coloca a todos em causa, em que o anjo nos surge como uma excelente caricatura para nos dizer que ninguém é inocente".